A inteligência artificial vem avançando nos últimos anos e já está presente em diversas atividades do nosso dia a dia, sejam aplicativos, assistentes virtuais ou sistema de reconhecimento facial. Com o desenvolvimento contínuo dessa tecnologia, é natural questionarmos como ela poderá afetar nosso mercado de trabalho no futuro. Daí surge uma pergunta alarmante:
“Será que os robôs irão roubar nossos empregos?”
Pesquisas recentes apontam que sim, a automação deverá ter grande impacto em vários setores. Estima-se que até 50% dos postos de trabalho em países desenvolvidos estejam em risco de serem eliminados nas próximas duas décadas devido à IA e robotização. Funções que envolvem tarefas repetitivas, de rotina ou braçais deverão ser as primeiras a sentir os efeitos. Isso inclui atividades em fábricas, call centers, transporte e logística.

Recentemente, foi divulgado pelo empresário Elon Musk, um vídeo de um robô humanoide da Tesla. O Optmus Gen 2, é visto no vídeo, dobrando uma roupa de forma autônoma. Anunciado inicialmente em 2021 e apresentado oficialmente por Musk em outubro de 2022, o robô vem evoluindo gradativamente ao longo dos anos.
Assim como o Optimus, diversos outros dispositivos baseados em IA, são divulgados diariamente. Chatbots, assistentes virtuais, veículos autônomos e etc, irão tomar gradativamente a posição de humanos no decorrer dos anos e da evolução da tecnologia.
As IA’s generativas é um exemplo disso. Ela vem sendo utilizada para tomar o lugar de designer, revisores de texto, editores, criadores e muitos outros postos de trabalho. Há um questionamento sobre a fonte desse material utilizado para treinar essas IA’s, porém é inegável o papel e a transformação que elas realizaram nos últimos dois anos.

Porém, é importante ressaltar que nem todos os empregos serão extintos. Em contrapartida, como em toda evolução tecnológica, novos postos de trabalho deverão surgir para criar, programar, monitorar e dar manutenção nas máquinas e sistemas inteligentes. Além disso, habilidades humanas consideradas “complementares” à automação, como criatividade, raciocínio emocional e pensamento crítico, continuarão sendo valiosas.
Outro ponto a nosso favor é que as mudanças não deverão ocorrer de forma abrupta. A adoção da IA pelo mercado se dará de maneira gradativa, dando tempo para os profissionais se adaptarem e se reciclarem para as novas demandas. Empregos que envolvem interação social também têm menor risco, já que os robôs ainda precisam evoluir muito nesse quesito.
Portanto, embora a automação represente desafios, ela também poderá criar oportunidades para aqueles que investirem constantemente em sua capacitação. Ter flexibilidade e estar antenado às tendências futuras será fundamental para navegarmos nesse cenário em transformação. Com planejamento e iniciativa, poderemos aproveitar os benefícios que a IA trará sem grande impacto em nossos meios de subsistência. O importante é não temer o progresso tecnológico, e sim acompanhá-lo de perto.
