Menos nascimentos, mais preocupações: pela primeira vez na história, a taxa média de fertilidade global atingiu a marca de reposição, 2,1 filhos por mulher. Isso significa que, em 97% dos países, a população tende a diminuir até 2100. A África, por enquanto, se destaca como a única região que resiste a essa tendência.
Mas o que está por trás dessa mudança? Diversos fatores contribuem para essa nova realidade:
- Custo crescente de ter filhos: as despesas com educação, saúde e criação de crianças se tornaram mais altas, exigindo planejamento financeiro das famílias.
- Casamentos mais tardios: pessoas estão optando por se casar e ter filhos em idades mais avançadas, o que pode reduzir o número total de filhos.
- Maior acesso a métodos contraceptivos: o planejamento familiar se tornou mais acessível, permitindo às mulheres maior controle sobre sua fertilidade.
- Inserção da mulher no mercado de trabalho: a participação feminina na força de trabalho cresceu significativamente, levando muitas mulheres a conciliar carreira e maternidade.
Quais as consequências dessa nova realidade? Uma população com menos jovens em idade ativa significa:
- Menos força de trabalho: a escassez de mão de obra pode impactar a economia, com menos pessoas para gerar renda e contribuir para o sistema previdenciário.
- Aumento da despesa com previdência: com mais aposentados e menos contribuintes, os governos podem enfrentar dificuldades para financiar a previdência social.
- Envelhecimento da população: o número de pessoas acima de 65 anos deve aumentar consideravelmente, exigindo políticas públicas direcionadas para esse grupo.
E o que está sendo feito para enfrentar esses desafios? Diversos países já estão tomando medidas para incentivar a natalidade e garantir o futuro da sociedade:
- Japão: investiu US$ 25 bilhões em programas para estimular casais a terem filhos.
- Outros países: oferecem benefícios como creches subsidiadas, licenças-maternidade e paterna mais longas e políticas de apoio à família.
O futuro: até 2050, prevê-se que 1 em cada 6 pessoas no mundo terá mais de 65 anos, um aumento significativo em relação a 2019 (1 em cada 11). No Brasil, estima-se que a partir de 2035 o número de aposentados superará o de pessoas ingressando no mercado de trabalho.
A queda na taxa de natalidade é um fenômeno global com implicações sociais, econômicas e políticas complexas. Compreender as causas e as consequências dessa mudança é fundamental para que governos, empresas e indivíduos possam se preparar para um futuro com menos bebês e mais desafios.
Este é um tema que gera debates e reflexões importantes sobre o futuro da humanidade.
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